Capivari: Santa Casa adota modelo de classificação de risco

A Santa Casa de Capivari adota a Classificação de Risco para atender melhor a população. Após a passagem pela recepção, o paciente é atendido por uma enfermeira padrão que faz algumas aferições, como pressão e temperatura, e coleta informações. A partir dai, é possível saber qual o estado do paciente e sua necessidade. O nome desse procedimento é Protocolo de Manchester.

Quando o paciente está em estado grave, com fratura exposta, vítima de acidentes, convulsão, acidentes vascular cerebral e ataque cardíaco, está com um ou mais órgãos comprometidos, entre outros, o atendimento é realizado emergencialmente. A Cor é a vermelha.

Se o atendimento é urgente, mas o paciente pode aguardar um pouco, como nos casos de fortes dores de cabeça, dor no tórax, náuseas e diarreias, febre alta, e desidratação, por exemplo, o atendimento pode levar até 60 minutos. A cor é amarela.

Nos casos em que o paciente se queixa de problemas crônicos, mas não apresenta quadro grave e pode aguardar mais tempo, com sintomas leves, o tempo de espera é de até 120 minutos. A cor é verde.

Por fim, quando paciente não tem nenhuma urgência nem emergência, como nos casos de curativo, troca ou requisição de receita médica ou atestado, o atendimento pode levar até 240 minutos. A cor é azul.

Importante ressaltar que durante a espera, o quadro do paciente pode mudar e, com isso, a sua classificação ser elevada para mais grave. O tempo de espera é estimado e a Santa Casa trabalha para que todos sejam atendidos o quanto antes, dentro das condições possíveis.

Dois médicos estão à disposição da população 24 horas por dia, sete dias por semana. Porém, às vezes é preciso que um dos médicos faça a remoção de um paciente ou seja solicitado para dar apoio em algum procedimento. De acordo com o Diretor Clínico da entidade, o médico Edgar Flores, esse tipo de procedimento é adotado pelos principais hospitais e instituições de saúde emergencial no mundo.